Buldogue Hoje  
 

-O que se espera de um BC

-Lista das cidades para onde foram enviados cães do canil Cãodomínio.

-Lista de Estados com respectivas cidades.

 
 
Bandit e Raphaela - 2000

      A vontade do mundo é ver o buldogue novamente um cão funcional, isso se nota pela

criação do American Bulldog, Olde English Bulldog, Australian Buldog e outros, claro que

adaptado aos dias de hoje, isto é, não um cão de combate, mas um equilibrado cão

de guarda, pois do Bulldog Ingles atual, não se espera mais nada além da promessa de

boa companhia..

     O meu trabalho para resgatar o buldogue campeiro é "completamente independente",

não tem influência estrangeira nenhuma, eu quiz apenas criar o buldogue funcional que eu conhecia, como existiam aqui no sul antigamente resguardando as suas peculiaridades...

Ou seja, além de sua aparência também as suas habilidades, um cão de contenção, facilmente direcionada para Guarda.

   

     O Buldogue Campeiro teve o seu apogeu na primeira metade do século passado, porque

o sistema de criação e manejo na pecuária, desde o nascimento até o abate era completamente diferente do que é hoje.

     O gado e porcos eram criados com um mínimo de controle sanitário, o transporte era

feito a pé por estradas e caminhos tudo muito precário. Aí que o BC entrava em cena com

a sua força, determinação e tenacidade para ajudar a controlar e conduzir aquela boiada”arsada”, tirando boi do mato, subjugando os mais rebeldes. Para manter a tropa unida, eram usados cães mais leves que corriam pelos lados fazendo o trabalho de pastoreio dando uma latida para aquele que se afastava, dando uma beliscada no garrão daquele que  subia em um barranco e para isto eram usados cães tipo ovelheiro cruzado com boiadeiro, o “puliciali” e até o famoso “Cusco”, hoje em dia seria usado quem sabe um Austrálian Catle Dog.

     Enquanto isso o buldogue acompanhava o tropeiro fiador (o que vai à frente da tropa)

ou o tropeiro da culatra (que vai atrás, tocando manso) só esperando o momento certo

para agir a mando do tropeiro.

     Ultimamente é raro se ver uma tropa na estrada. Antigamente os matadouros possuíam

um tronco no lugar onde eram mortos, ali os bois eram amarrados para serem sangrados.

Para conduzir os bois até ali um por um, normalmente bois brabos e ariscos, o buldogue

entrava em cena novamente, segurando o boi pela venta para que com facilidade fosse ser

abatido.

     Notem que o trabalho do BC é muito mais de força do que de resistência. A resistência

do BC é de acordo com a sua função, ele tinha que caminhar por alguns quilômetros, sempre

acompanhando o tropeiro e em determinado momento fazer muita força, onde  ele com a

altura e o peso certo não se desgastava muito, caso contrário, além de não conseguir

realizar a sua verdadeira função plenamente iria se desgastar em excesso.

    O BC não foi criado para correr o dia todo, pegando boi aqui e ali, aliás, esta lida nem existe, nenhum criador de gado queria ver o seu gado com o focinho machucado, arriscando pegar bicheira estrada afora, perdendo peso, o BC era ativado só nos casos de necessidade.

    Nos dias de hoje a intervenção do BC nas lides campeiras esta bem mais restrita, pois

geralmente o gado é mais manso e se sujeita ao peão com maior facilidade, pois desde

pequenos são vacinados, vermifugados, examinados, reunidos com maior freqüência, são

comprados em leilões, andam de caminhão e camionetes para lá e para cá . Para isto

bastam os cães pastores boiadeiros. O que não se pode fazer é transformar o BC em cão

pastor boiadeiro, dando funções que não são as dele, não podemos selecionar na lida

errada, pois assim certamente ele perdera tipo e comportamento. Podemos sim direcionar para guarda a sua capacidade de contenção, de segurar a presa, ao invés de dilacerar o invasor.

    Quando se pergunta para uma pessoa mais idosa, que nasceu pelas décadas de 1920,

1930, 1940, “como eram os bordogas que o Senhor Conheceu?” a resposta mais comum é

“eram uns munaia duns bichos, uns cachorrão, forte, cabeçudão com a cara bem feia. Eles

tavam sempre deitado, pareciam meio preguiçoso, mais quando eram atiçados num boi,

não interessava o tamanho, faziam o boi se ajoelha na hora, ficavam que nem um terneirinho”.

   Esta é uma declaração bonita, que fala a realidade, a história como ela é e deve ser

contada, porque chamar o BC de buldoguinho ou dizer que o BC tem que ser mais leve, menos típico para ter mais resistência, isto é o tipo de conversa que não se ajusta aos fatos em nada, parece que estão falando de outra lida, de outra raça.

    Super tipo seria um BC  com aparência de um buldogue inglês grandão, cheio de pelancas e dobras que só trazem problemas de dermatites, isto não pode. O que pode

são os limites do Padrão da Raça, que agora esta muito mais completo, detalhado fácil de

entender.

    O buldogue campeiro possui por instinto, a característica comportamental de fazer o possível para segurar o boi pelo nariz (venta), orelhas ou qualquer parte da cabeça. Quando este instinto é canalizado e controlado através de estímulos positivos e negativos e respeitando o condicionamento físico de cada exemplar, se torna um cão perfeito para qualquer lida de campo. Adapta-se melhor a curtas e médias distâncias.

    Nós temos que ter unidos, o objetivo de manter o bordoga, este do passado, este dos

antigos tropeiros.

   

   Nos dias de hoje todas as caracteristicas do BC podem ser aproveitadas e direcionadas

para o convívio familiar, como um ótimo cão de guarda com aparência imponente, companheiro e extremamente afetuoso com a família. Late pouco, quando avisa é porque realmente alguma coisa esta acontecendo.

    O Buldogue Campeiro está agora voltando a ter a popularidade que já teve um dia, e

já alcançou um número expressivo exemplares espalhados no nosso rincão e em todo o País, desde 1980 através do trabalho desenvolvido em nosso canil. A partir de 2001 foram enviados cães para quase todos os estados brasileiros, de lá para cá o número de exemplares já deve ter aumentado razoavelmente nestes estados.

 

Titan - Sendo testado em 2000

 

Listagem das Cidades do RS

para onde já foram enviados Buldogues Campeiros

(desde o começo do resgate em 1976 - depois de feita a lista foram para várias outras cidades)

 
 

Araricá

 

Bagé

 

Bento Gonçalves

 

Bom Jesus

 

Butiá

Camaquã

 

Cambará do Sul

 

Campo Bom

Canela

 

Canoas

 

Capão da Canoa

 

Carlos Barbosa

Carlos Pestana

 

Cassino

 

Caxias do sul

 

Cachoeira do sul

 

Dois Irmãos

 

Eldorado do Sul

 

Erechim

Esteio

 

Estância Velha

Frederico Westphalen

 

Gramado

 

Gravataí

Guaíba

Guaporé

 

Igrejinha

Ivoti

 

Itaqui

 

Lageado

 

Lagoa Vermelha

 

Minas do Leão

Morungava

 

Nova Hartz

 

Nova Petrópolis

 

Nova Santa Rita

 

Novo Hamburgo

Osório

Passo Fundo

Parobé

Porto Alegre

Rio Grande

 

Riozinho

 

Rivera

 

Rolante

 

Sananduva

 

Santa cruz do sul

Santa Maria

 

Santa Vitória do Palmar

Santana do Livramento

 

Santo ângelo

 

São Francisco de Paula

São Gerônimo

 

São Leopoldo

São Marcos

 

São Sepé

 

Sapiranga

 

Sapucaia do sul

 

Taquara

 

Torres

Tramandaí

  

Três Coroas

  

Vacaria

Venâncio Aieres

 

 

Listagem dos Estados Brasileiros

e respectivas Cidades

para onde já foram enviados Buldogues Campeiros pelo Canil Cãodomínio

(depois de feita a lista foram para várias outras cidades)

.

Alagoas

Maceió

 

Amazonas

Manaus 

Bahia

 

Brasília

DF

 

Ceará

Fortaleza

 

Espírito Santo

Vitória

Goiás

Goiânia

Mato Grosso

Cuiabá

Mato Grosso do Sul

Campo Grande

Minas Gerais

Belo Horizonte

Pará

 

Paraíba

João Pessoa

 

Paraná

Cascavel

 

Colombo

Curitiba

Pato Branco

 

Pernambuco

Recife

Rondônia

 

Roraima

Boa Vista

Santa Catarina

Lages

Florianópolis 

São Paulo

São José do Rio Preto

Votuporanga  

 

Ribeirão Preto

 

Campinas

 

Capital

                 

Várzea Grande  Paulista

 

Sergipe

 

 

 

 

 

 
Canil Cãodominio
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