*Comentários a parte.

REGRAS INTERNACIONAIS DE REPRODUÇÃO FCI

 

Este regulamento diz respeito diretamente à criação do TPI em todos os países

.membros e parceiros sob contrato da FCI. Isso significa que a criação descontrolada

não pode ser praticada com cães de raça pura, e sim um plantel harmônico, perfeitamente

saudável em termos de funcionalidade e hereditariedade e registrados em um livro

de origens para que seja reconhecida pela FCI.  Além disso, devem satisfazer as condições

ditadas por seus membros e parceiros sob contrato da FCI.

Os países membros e parceiros sob contrato da FCI são obrigados a obedecer as regras do

International Livestock

Os cães que só poderão ser considerados muito saudáveis em termos de herança,

são aqueles que transmitem as características padrão de uma raça, seu tipo e

temperamento e não apresentam qualquer defeito herdado substancial que poderia

ameaçar o aspecto funcional da sua prole.

Os membros e parceiros  Contrato do TPI devem assegurar que as normas incluam

exageros de características que possam comprometer a funcionalidade

cães.

 

Os filhotes de dois pais de raça pura (da mesma raça) na posse de

pedigrees reconhecidos pela FCI, que não contenham qualquer objeção ou restrição

informadas pela Organização Nacional, são considerados cães de raça pura e

. podem, como tal, receber um pedigree reconhecido pela FCI.

Os pedigrees são reconhecidos pelo TPI certificado atestando a confiabilidade dos dados

mencionadas sobre as gerações e não uma garantia de qualidade cão.

 

 

Estratégias da FCI: Saúde e funcionalidade

 

O criador deve manter o padrão da raça como a orientação para as características específicas da raça, qualquer exageros devem ser evitados.

A estratégia prevê que só os cães clinicamente saudáveis e de conformação típica funcional com a raça deve ser utilizado para reprodução.

Qualquer cão utilizado para reprodução ou selecionado para doenças hereditárias devem ter microchip ou tatuagem.

 

Somente cães de temperamento bom deve ser utilizado para reprodução;

Esforços devem ser feitos para preservar ou aumentar a diversidade genética e cruzamentos entre irmãos, de mãe para filho, ou pai, a filha nunca deve ser realizada.

A recomendação geral é que nenhum cachorro deve ter mais descendentes do que o equivalente a cinco por cento do número de filhotes registrados na população da raça durante um período de cinco anos;


• Se os parentes próximos de um cão que sofre de uma doença hereditária ou incapacidade funcional são utilizados para reprodução devem ser cobertas somente para cães de linhagens com baixa ou nenhuma ocorrência da mesma doença ou deficiência.

Combinações de acasalamentos que aumentam o risco de doença ou deficiência devem ser evitados;

O rastreio deve ser recomendada apenas para as doenças e raças onde a doença tem um impacto importante sobre a saúde dos cães funcional;

Se possível, o material deve ser DNA testado.

• Resultados dos testes de DNA para doenças hereditárias devem ser utilizados para evitar criação de cães doentes, não necessariamente para erradicar a doença.

Como regra geral, um programa de criação não deve excluir mais de 50 por cento da raça, o plantel deve ser selecionada a melhor metade da população da raça.


Fases do reconhecimento:

 

Os requisitos são deixados à apreciação do Kennel Club nacional . Este mantém o livro genealógico e autoriza a apresentação de cães em shows sob o nome de, por exemplo,? Tipo regional.

Esta fase dura o tempo necessário para satisfazer os critérios demográficos exigidas pela FCI.. Leva em conta o tempo necessário para homogeneizar o tipo, promover a população, para validar o stud book e monitorar a saúde dos os cães.

*Levando em conta, a região geográfica ao qual o cão pertence e sua história.


      2) Aplicação do F.C.I.

Nesta fase, a população candidata deverá preencher os requisitos da FCI (elaboração de um padrão da raça, a verificação da existência de oito linhas independentes, a apreciação do estado de saúde).

Do um ponto de vista científico, - com base no que sabemos da filogenia e semelhanças morfológicas - Qual a raça (s) é / são os mais próximos da população em relação às raças já existentes e reconhecidas. A qual grupo de raças a nova população pertence?

*Creio que podemos classificar o BC nesta fase, com muito trabalho pela frente.

      3)Fase Emergentes

Fase onde se encontram raças como o Cimarrom Uruguaio e o Australian Cattle dog e onde se manterão por um bom tempo.

O parecer da Comissão Científica deverá ser solicitado nesta fase: será que a nova população há de qualificar-se como uma nova espécie ou variedade? Para a comissão, naturalmente, deverão existir argumentos. Para os cientistas, a optar por uma ou outra solução não será muito importante, pois o essencial é o reconhecimento da população. Obviamente, os criadores terão outro ponto de vista.
*Mais uma vez se mostrara a importância da localização geográfica, da funcionalidade e do histórico da raça.

 

Comentários:

Saúde
(sem saúde não se consegue nada) Monitorar a saúde. Prevenção deve ser o lema. O primeiro problema que deve ser encarado de frente é a displasia, que vem se alastrando em todas as raças, inclusive naquelas que jamais poderíamos imaginar. E portanto, merece especial atenção.
Fazer os exames radiológicos é uma exigência do bom senso e da boa criação. O buldogue campeiro esta num processo de amadurecimento acelerado o que exige seja feita esta cobrança. O criador tem que estar ciente que além de uma necessidade isto irá valorizar a sua criação, o nome do seu canil, conseqüentemente a raça num todo. Existem também outras doenças que um controle genético pode ajudar a minimizar, já que excluir todas as doenças de qualquer raça é Utopia, minimizar deve ser o caminho.

Funcionalidade – Prova de trabalho( agora já encaminhada). Já que a prova ainda não é obrigatória, mas a manutenção da tipicidade funcional e a funcionalidade são essenciais para o reconhecimento de uma raça, os criadores devem direcionar a sua criação também neste sentido. Funcionalidade e temperamento são fundamentais para fins de reconhecimento internacional, mas mais que isso, uma raça forte, funcional, saudável, equilibrada e bonita será também um orgulho da cinofilia Nacional. e despertará atenção do mundo inteiro, mostrando que brasileiros também são capazes de praticar uma cinofilia com desenvoltura e qualidade.

O crescimento da raça - Antes do reconhecimento em 2001, durante duas décadas foram enviados por nós cães pra diversas cidades do RGS e de Santa Catarina. Durante este tempo, todo estes cães foram acasalando e reproduzindo, até com possíveis remanescentes de suas regiões e seus descendentes sendo vendidos em rodeios, feiras e etc... A partir do reconhecimento, uma parte destes exemplares que estavam conosco e nas proximidades foram registrados e conseqüentemente mais tarde seus descendentes. Partindo de apenas destes 180 exemplares que foram registrados nesta fase, a raça agora completando 9 de anos, já possui mais de 2000 registros.
Paralelamente houve um repovoamento considerável pelo sul, os cães espalhados desde o final dos anos setenta, por sua vez vem acasalando a muito mais tempo. Se fossem registrar todos os cães, daria por compor mais do que estas oito linhagens. Só que a maioria destes proprietários e criadores não tem interesse em registros apenas nos seus cães. O mesmo acontece com o Veadeiro Pampeano e o Ovelheiro Gaúcho. Eu ainda faço um trabalho com os RIs, pensando na variabilidade genética e em suprir os criadores.
Mas não é o caso no momento, pois temos que nos ater aos exemplares registrados. Somente através de um estudo dos registros da CBKC poderemos organizar as oito linhagens exigidas.
De uma forma ou de outra é um passo muito importante a ser dado.

Homogeneidade e Pureza na raça caminham juntas - O primeiro passo foi ter o padrão complementado finalmente divulgado pela CBKC, uma fonte de informação facilitando o estudo do padrão pelos criadores, o que irá ajudar na obtenção de exemplares com homogeneidade.