Nosso Trabalho
 

    O nosso trabalho partiu da paixão por cães e especialmente pela admiração despertada por aquele cão que o menino conheceu na sua infância, nos frigoríficos e matadouros da encosta inferior do Nordeste. Um cão admirável realizando seu trabalho.
      A paixão pelos cães cresceu junto com o menino, que buscou conhecer o maior número de raças possível, quando não pessoalmente, através de livros e enciclopédias.
Mas quando foi em busca do “burdogue” da infância, a grande decepção: ver o animal tão valoroso sumindo aos poucos, mas se dependesse dele eles não desapareceriam, não!
      Foi assim que começou uma busca incansável pelos poucos cães que ainda restavam.
Durante as suas andanças na busca daquele cão, ficou ainda mais fascinado pelo temperamento descrito pelos peões e pelos colonos nos “causos” que em meio a um mate e outro se regalavam em contar.
Nessa fase, infelizmente, não tínhamos o hábito de fotografar os cães, não fazíamos nenhum tipo de arquivo ainda. Era apenas uma paixão.
      Abaixo, uma narrativa de parte dessas andanças, dos cães adquiridos para começar a desenvolver uma linhagem.
     Com o tempo iremos complementando com mais informações de outras linhagens, visto a complexidade de montar em narrativas as árvores genealógicas.

* Narrativa feita em 2001:

      Tudo começou com a AIA. Ela era tigrado claro X branco, meio a meio. Baicha, forte, bastante prognata, mas não tinha os dentes aparentes.
A estrutura era semelhante a da Maura.

 

      Veio de um matadouro de Lageadinho, na subida da serra para São Francisco de Paula. Ela era filha do MACACÃO, um cão bastante velho, e de uma cadela do matadouro do qual o Ralf não lembra o nome. A AIA cruzou então com um cão de um matadouro da cidade de Igrejinha, um cão de médio padrão em termos de estrutura, mas um bom cão de lida e o ÙNICO díponível no momento. Deste cruzamento nasceram a PINK (da qual temos foto), e a CUBA, que foi a única usada em reprodução, os outros filhotes não sabemos onde foram parar. Inclusive a cadela Cuba que após 3 cruzamentos ficou com um amigo, sendo que este mudou para outra cidade... Nunca mais tivemos notícias dela.

 


Daí em diante começaram outras andanças, mais procura, mais indicações, muitas decepções...

 


Encontrado em igrejinha, era filho do Tupy, um cão que cheguei a conhecer nas primeiras andanças. Não foi usado por estar muito descaracterizado,  mas  sabemos onde está, não perdemos contato.Ele mesmo ou seus frutos poderão ainda contribuir com a raça.




















              
    Não sabemos exatamente a sua procedência, também por isso não foi usado nas coberturas, naquela época..

 

      Vocês não imaginam a felicidade quando surgia na nossa frente um buldoguinho, por mais mestiço que fosse, mas que estava ali no campo ou no matadouro fazendo o seu trabalho sempre grudado no dono que se desfaz em elogios" este bordoga trabalha por tres peão".

 


Encontrado também em igrejinha tinha a cabeça pequena e, por isto, não foi usado. Mais um reservado ou sua descendência para o momento certo.




















                  

BOE - não foi usado em acasalamentos por ter o peito muito largo, ser um cão muito pesado e também um pouco covarde.

 

      Eram poucos os exemplares, e comprar um cão de trabalho não custa barato não. Nos víamos obrigados a pesar muito bem antes de adquirir um destes cães, com medo que ficando ali eles podessem vir a morrer com uma chifrada ou mordidos por uma cobra. Por outro lado a matilha que mantinhamos em casa vinha crescendo a cada dia e como nosso custo já estava nas alturas, muitas vezes depois de analisar bem a tipicidade do cão vendo que ele não acrescentaria nada a Raça além de ter o sangue novo, mesmo assim acabavamos trazendo  aquele exemplar e muitas vezes doavamos estes cães, mesmo sem te-los usado em alguma cobertura, para conhecidos cuidarem, na esperança de não perdermos contato e quem sabe podermos aproveita-los em cruzamentos futuros, mas infelizmente tem sido poucas as vezes em que isto aconteceu, perdemos o contato com estas pessoas e por varias outras razões.

 


BAIANA - vizinho de um amigo a encontrou, mas nunca conseguimos acasalá-la.

      A BAIANA"que foi usada nos cruzamentos" veio de Entrepelado. Era uma cadela muito forte, com a cabeça pequena. Mãe da JÚLIA, vó da JULINHA, vó do BETÃO e TATARAVÓ da ÁUREA.

       
                                                                                        ÁUREA - Tataraneta da Baiana

 

      MACACA - Veio da Sede Campestre do CTG O Fogão Gaúcho. Toda tigrada, bem típica. Foi mãe da LINDA, do ROQUE I, AVÓ do BANDIT e do SASSÁ. Foi cruzada com o ALEMÃO, de um matadouro de Serra Grande (Gramado). Este cão, o ALEMÃO, era filho do CARRASCÃO que era belíssimo mas de bastante idade e tentamos cruzá-lo com a PINK (foto), mas não conseguimos tirar nenhuma cria, nem dele(aqui) nem da Pink.

 


PINK-Filha da Aia.


      LINDA - forte, alta, grande peito, prognata mas com um focinho mais longo, ela lembra a TUBIANA (foto mais adiante) mas era um pouco mais alta. Foi a  Mãe do SASSÁ e do BANDIT.


















                  



BANDIT - Fiel companheiro, faleceu após completar  13 anos da melhor convivência
possível entre um cão e seus donos.
Foi o cão que nos animou  por todos estes longos anos, a continuar nosso trabalho.

 



      CHULA - veio das Cascatas Caloni de Nova Aurora, era filha de uma cadela brasina e de um cão branco X tigrado, Russo. Foi cruzada 1º com Roque I ( Nasceu a ninhada da BUBA, mãe do SARRAFO). Do cruzamento da CHULA com Alfredo( Este filho de inglês, do Alfred x a Chispita) nasceu a GORDA.

      TUBIANA - (Lessie X Alfredo)
Foi coberta pelo RAMBO II, nasceu TITAN.
Pelo BRUTUS nasceu a CORA.
Apesar de não ter uma boa tipicidade, deu cria a ótimos filhotes pois era muito forte.  Era rabuda, tinha o focinho e as orelhas compridas, a cabeça era pequena. Ficamos com ela somente por que a mãe havia morrido, e além de ser uma linhagem diferente, os pais tinham ótimas qualidades, que aliás, ela transmitiu muito bem aos seus filhotes.

 


TUBIANA



      BUBA - acasalada com ROQUE II foi mãe da BRASINA.
Acasalada com RAMBO foi mãe do SARRAFO.
Acasalada com o BRUTUS foi mãe da CÁSSIA.


















                  
SARRAFO - Filho da Buba(ainda novinho)

 

      CUBA - (Aia X matadouro de Igrejinha)
Uma cadela com temperamento de trabalho exelente. Foi cruzada com o Lord, de onde nasceram Dosa, Lady, Lyka. Dos outros cruzamentos não ficamos com nenhum filhote.

      BRASINA - (filha de Buba X Roque I)
 Toda tigrada (escuro). Tinha bom temperamento e o peito avantajado.

Brasina X Titan
- não ficamos com nenhum filhote. Desta ninhada descende a MAIDANA da TRADIÇÃO, de propriedade do Rodrigo que vem a ser neta da BRASINA

Brasina X Brutus - Desta ninhada ficamos com MONA, CHITA e IRMÃ DA MONA.

      TIGRESA - vem da decendência da Cuba X Lord, nasceu a Dosa, que foi coberta pelo Roque I, nascendo a Cuca, que foi coberta pelo Rambo I, gerando nessa cobertura a Tigresa e o Roque II.
Tigresa X Alfredo
-  nasceu a Toia (mãe de RALF).

 


RALF - proprietário Cícero Cruvinel do Prado - Brasília - DF

Tigresa X Alfredo -  nasceu a Ninja
Foi coberta pela terceira vez aos 9 anos pelo Betão, nasceu a Capitú I,  que foi coberta pelo Titan , nascendo a Mirela, femea atualmente em reprodução.

 **Esta narrativa mostra apenas uma parte do trabalho realizado e foi feita em 2001.

Veja um pouco mais em Genealogia, no alto da página.

Veja também item Genealogia no alto da Home.



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