Reportagens

Algumas das reportagens sobre os Buldogues Campeiros.

 

Desde as primeiras até as realizadas em 2010, houveram muitas, mas infelizmente nem todas aparecem nesta listagem.

Reportagem de 2001


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Buldogue Campeiro, a Revelação

       No início dos anos 70, o garoto Ralf Schein Bender acompanhava o pai, que era contador, nas visitas de trabalho a diversos frigoríficos clientes, em sua terra natal, Taquara, no Rio Grande do Sul. Era comum encontrar cinco ou mais Buldogues Campeiros naqueles estabelecimentos "Eu assistia a cenas como a de um Buldogue campeiro imobilizar sozinho um boi bravo de 400 quilos, agarrando-o pelo focinho com as mandíbulas, até exauri-lo", conta Ralf. "Vi também muitos porcos serem arrastados para o matadouro, puxados pelas orelhas por um Buldogue Campeiro."



Reportagem de 2001

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Brasil - Novas Raças avançam

       Ralf dedica-se ao Buldogue Campeiro há 23 anos. Procura preservar esse descendente do Buldogue antigo, da Inglaterra, trazido ao Rio Grande do Sul e a Santa Catarina por imigrantes europeus. "Sei da existência de pelo menos mais de cem bons exemplares de Buldogues Campeiros adultos, vivos, originários da minha criação", calcula. "Cerca de trinta eu tenho no meu canil Cãodomínio em Taquara; outros tantos encontram-se com oito criadores de diferentes cidades do Rio Grande do Sul e os demais estão em fazendas e residências de apreciadores da raça." Foi em 1978, aos 16 anos, que Ralf começou a se dedicar ao Buldogue Campeiro. "Resolvi iniciar a criação quando o meu Dobermann, na época o cão da moda temido por todos, depois de latir para alguns tropeiros, fez um papelão diante do ataque sob comando do Buldogue Campeiro de um deles", conta. "Fiquei impressionado com a superioridade do Buldogue Campeiro." O primeiro Buldogue Campeiro de Ralf foi uma fêmea. Poucos meses depois, ao procurar um macho para acasalar com ela, teve dificuldade para achar um bom exemplar. Nos frigoríficos não havia mais cães devido a normas de higiene que haviam sido estabelecidas pela Saúde Pública.



Reportagem de 2001

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Ralf Schein e Márcia Gulart:
Pioneiros na recuperação e seleção do Buldogue Campeiro


     
  Nas residências, onde o Buldogue Campeiro também fora comum, prevaleciam as raças européias. "Só consegui um bom exemplar com um funcionário de um frigorífico depois de muito procurar", conta Ralf. A partir daí, sempre que surgia a oportunidade, ele incorporava bons exemplares de Buldogue Campeiro ao seu plantel. Mesmo assim, os cães dessas ninhadas eram leves demais, com focinho muito comprido e pernaltas. Para recuperar as características ideais do Buldogue Campeiro - peso entre 38 e 45 quilos, altura entre 50 e 55 centímetros, boa mandíbula, pecoço e focinho grossos, robustez adequada - Ralf cruzou Buldogues Campeiros com Buldogues Ingleses, entre 1986 e 1996, sempre sem perder de vista o temperamento corajoso, a aptidão para a guarda e, ao mesmo tempo, a obediência ao dono e a docilidade com as pessoas que conhece.
       "O Buldogue Campeiro é uma raça com características únicas, como são também o Buldogue Americano, o Alapaha Blueblood Bulldog e o Old English Bulldog, todos descendentes do mesmo Buldogue antigo", compara Ralf. "Pretendo, em breve, pedir o reconhecimento oficial do Buldogue Campeiro um patrimônio nacional com direito a ser preservado."
       - Linhas de sangue atuais: cerca de 10;
       - Plantel atual: mais de 100 exemplares.





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Buldogues agora são 7!

  • Origem: Brasil

  • Uso atual: Lidar com bois, guardião

  • Peculiaridades: Forte instinto para enfrentar bois

  • Porte: Médio. Machos com 38 a 45 quilos, 50 a 55 cm de altura

  • População: Mais de cem exemplares

  • Registros em 2000 no Brasil: Nenhum

  • Reconhecimento: Tentativa em curso na CBKC





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       No século 19, imigrantes trouxeram o antigo Buldogue a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul para usá-lo na lida com bois. Essa função manteve-se preservada em seus descendentes. "Mesmo o Buldogue Campeiro que nunca viu um boi, ao deparar-se com um sabe que deve pegá-lo pela cabeça, nunca pelas pernas", comenta o gaúcho Ralf Schein Bender, de Taquara, RS, dedicado a perpetuar e aprimorar a raça desde 1978. "O Buldogue Campeiro pode agarrar um boi bravo de 400 quilos pelo focinho até exaurí-lo", explica Ralf. "Assim, apenas com uma corda, o tropeiro consegue puxar o boi para o lugar desejado." O físico da raça reflete o trabalho com bois. Para agarrar bem o boi, o focinho não pode ser curto demais. E nem comprido demais, para não perder pressão na mordedura. O cão não é baixo demais, para não forçar o físico durante o trabalho, e nem alto demais, para ser menos vulnerável a coices e chifradas. Pernas robustas e alongadas lhe dão agilidade.





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       Encorpado, o Buldogue Campeiro tem bom desempenho na guarda. É Robusto, ágil, tem mandíbula poderosa e instinto de proteção. "Com onze meses de idade, o Buldogue Campeiro já impede a invasão da propriedade", diz Ralf. "Quando jovem, late bastante; depois de adulto prefere observar em silêncio." Entre 1986 e 1996, Ralf cruzou o Campeiro com o Buldogue Inglês moderno. "O Campeiro estava com o focinho muito comprido, leve demais e pernalta; o objetivo foi recuperar as características ideais", afirma Ralf. Dócil com as pessoas da casa, reservado com estranhos e com outros cães, o comportamento do Campeiro não é amistoso com cães do mesmo sexo, principalmente se não conviveram desde filhotes.





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       Foi grande o interesse despertado pelo Buldogue Campeiro na matéria sobre novas raças brasileiras, da penúltima Cães & Cia. "No mês de circulação da revista, recebi mais de 300 ligações de todo o Brasil, de pessoas dispostas a colaborar com a criação do Buldogue Campeiro", festeja Ralf.





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O resgate de uma raça
Buldogue Campeiro

       O esforço de um criador taquarense está sendo fundamental para evitar o desaparecimento de um tipo de cão que já foi bastante comum na região em tempos passados. Mais do que isso, o trabalho que vem sendo feito por ele pode conferir ao animal, que já estava praticamente extinto, o status de uma raça específica, hoje ainda não oficialmente reconhecida.





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  • O cachorro em questão é o conhecido buldogue campeiro e seu "protetor" o taquarense Ralf Bender, proprietário da Cãodomínio, empresa especializada em estética, criação e adestramento caninos. Nos seus tempos de infância, Ralf conheceu o buldogue com características próprias, muito utilizados por criadores de gado da região. Segundo relata, esse tipo de cachorro proveio do antigo buldogue inglês trazido pelos colonizadores europeus e que no Brasil misturou-se com outras raças, como o mastim e o cão de casa português.

  • Desse cruzamento, resultou um animal que ficou conhecido pela sua habilidade para lidar com bovinos, sendo capaz de segurar um boi somente com a força das mandíbulas. "Por isso, era muito apreciado pelos donos de matadouros", recorda Ralf, acentuando que o legítimo buldogue campeiro possuí características bem diferenciadas do buldogue inglês conhecido atualmente. "É mais alto e mais ágil, enquanto o inglês, na realidade, só serve para companhia", elucida.





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       "O que mais me interessa nesse momento é manter o padrão e conseguir o registro da raça", enfatiza o criador, antevendo a possibilidade de colocar Taquara no mapa da cinofilia brasileira.





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Raça Canina Brasileira - Buldogue Campeiro
Ganha direito a PEDIGREE

       Em agosto do ano passado, Cães & Cia divulgava ineditamente o Buldogue Campeiro, raça nacional rara, desenvolvida no sul do País e praticamente ignorada pela população brasileira. Em outubro do mesmo ano, novamente a revista abriu espaço para o imponente cão: ele estava entre as sete raças abordadas na reportagem exclusiva sobre Buldogues. O resultado disso é que o Buldogue Campeiro conquistou seu espaço dentro da entidade cinófila máxima do País, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC).





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       Agora seus exemplares já têm direito tanto ao pedigree de raça nova como a participar de exposições caninas. "Quando as matérias de Cães & Cia foram publicadas, recebi centenas de ligações de gente interessada na raça; assim, decidi, de vez, que era a hora de solicitar sua oficialização à CBKC", conta Ralf Schein Bender, criador pioneiro no aprimoramento do Buldogue Campeiro.




       A CBKC bateu martelo favoravelmente à raça após longa visita ao canil de Bender. "Avaliamos pelo menos 20 cães; e ficamos muito bem impressionados com o trabalho de criação que vimos. Os exemplares eram homogêneos, se encaixavam ao esboço de padrão feito pelo criador e estavam devidamente cadastrados e descritos em árvore genealógica", relata a vice-presidente da CBKC, Leyla Rebelo, uma das responsáveis pela análise e aprovação da raça.
O telefone do criador é (51) 98286612.



   


   Outubro de 2009                                         

                                                 

                                 Cães fora de série

 


  Abril de 2010            

         

                  Super guia - Sete páginas foram dedicadas ao Buldogue Campeiro

                

 


 Julho de 2010


             



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Merecido Reconhecimento

Revista do Pit Bull... A matéria foi muito legal......
 e esta a nível nacional,foi uma boa reportagem...

Laura


A matéria da Revista Ícone, ficou simplesmente maravilhosa,
de tirar o chapéu, demais para qualquer criadora/protetora!!!

 

 

 
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